Fé Neo Bhagavata: princípios básicos e essência

Esta postagem tem a finalidade de divulgar a ramificação religiosa a qual pertencemos. Somos Hinduístas Integrais, ou seja, seguimos os ensinamentos, as cosmologias e as regras essenciais que estão nas escrituras clássicas do Hinduísmo. Mas, como essa religião mundial na sua íntegra contém muitas manifestações, escolas ou vertentes, aqui esclarecemos em qual delas nos situamos. Para começar falamos sobre nossa maneira de vivenciar Deus, a Fonte do sentimento religioso.

Para nós, Deus se manifesta na forma de uma Pessoa Suprema, a qual se chama Krishna, e tem muitos outros nomes. É possível compreendê-lo, percebê-lo ou vê-lo em alguma outra forma (como Harihara), ou através de algum outro nome (como Shiva), mas, Ele é sempre o mesmo. A Pessoa de Deus é onipotente, onisciente e onipresente, o que significa dizer que nunca experimentamos de nenhum momento da vida sem que Ele se faça presente e consciente do que estamos fazendo.

Mas, muitas são as pessoas que não conseguem ainda acessá-lo com clareza, mesmo tentando, através dos princípios e práticas de alguma religião em particular. Apresentamos aqui uma renovada maneira de interagir com o Supremo Senhor, o que se faz por meio de um conjunto de procedimentos e de estudos, aos quais denominamos a Religião Bhagavata da Nova Era.

O Que é Religião Bhagavata da Nova Era (Neo Bhavagata)

A palavra Bhagavata deriva de Bhagavan, a qual se refere ao aspecto pessoal de Deus, e tem origem no Vedanta e, mais especificamente, em textos que se referem a Bhagavan Shri Krishna. Portanto, ser Bhagavata significa viver a fé na Pessoa Suprema e amar e servir a esta Sua forma e aos nomes associados a ela (Keshava, Vishnu, Narayana, Hari, Govinda, Harihara, etc), sendo Krishna o principal deles, e Shiva o que contém a outra expressão que está em Harihara.

A finalidade de tal adoração é alcançar a meta última da vida, que é o re-estabelecimento da conexão original da alma individual com a Fonte Absoluta de todas as almas e dos mecanismos da existência. A Religião Bhagavata é eterna e suas manifestações na Índia são milenares, perdendo-se de vista quando e como ela se fez expressar em meio às pessoas daquele país.

Na Nova Era rompem-se as fronteiras geográficas e culturais, erigidas pela rigidez da mente analítica linear da sociedade racionalista (cartesiana e newtoniana). Visando a conquista de outra conformação para a mente humana, que promova a expansão da consciência e a Ascensão Espiritual, cocriamos a Religião Bhagavata da Nova Era (Neo Bhagavata), a qual contempla a percepção das esferas intermediárias ou regiões celestiais que já têm sido acessadas por muitos Buscadores da Luz de linhas místico-esotéricas da Nova Era.

No entanto, empregando de nomenclaturas que já existem, mas que ainda não estão bem compreendidas na prática, propomos aproximações com a Religião Bhagavata, que tornam certos conceitos místico-esotéricos aplicáveis à prática devocional e religiosa. Um exemplo concreto é o da aplicação do conceito de Divina Presença (ou Presença Eu Sou) para realizar a relação eterna da alma (jiva) com Deus (Bhagavan), a qual pode se revelar ao devoto Bhagavata, e que a princípio começa a se mostrar para as percepções sutis como um tipo de rati (apego) específico que se tem pelo Supremo Senhor.

Tal apego aprofundado pode levar a uma rasa (maneira de expressar uma relação) em particular, a qual, através de bhava (percepção do humor do Senhor e, reciprocamente, do devoto dentro de tal relação), conduz a prema (Amor Puro por Deus). Apropriamo-nos de termos e conceitos Bhagavata e causamos entrelaçamentos com conceitos e práticas da Sagrada Alquimia de Saint Germain (e de outros seres que compõem o ethos da Nova Era), a fim de disponibilizar mais esta opção de caminhada espiritual para a humanidade da Era de Aquário.

Harihara (ou Shivakeshava) e Shiva (ou Hara)

Krishna contém Hara, desde o ponto de vista Vaishnava, porém, Shiva contém Hari, desde o ponto de vista Shivaísta. Na verdade, sendo Deus a Pessoa Suprema, sempre que Ele é considerado como tal, trata-se da mesma e única Absoluta Consciência que está sendo percebida, de alguma maneira, pela mente humana.

Muitas vezes, esta mente, ainda em estado condicionado, pretende desconsiderar o que lhe escapa à razão, de modo que os que seguem uma religião deixam de aceitar o que outros realizam através de uma linha religiosa diferente da sua. Desta forma, fragmenta-se o pensamento, fragmentando-se também à compreensão do Supremo Significado dos nomes do Senhor.

Temos a fé convicta e autorealizada de que Harihara é Krishna e Shiva é Harihara, portanto, prestamos nossas reverências ao Senhor Mukunda que é também o Senhor Shankara. Adoramos às formas que se manifestam como parte de tais nomes e os nomes que designam às mesmas formas. Sendo assim, haveremos de difundir com mais clareza a esta parte da nossa linha de religiosidade, a qual está contemplada no Templo da Fé Bhagavata, pois expressa um padrão de Eterno Amor e Devoção que queremos propagar através desta dispensação.

Estudos das Escrituras Sagradas revelam a Verdade Infinita que existe intrínseca a tais considerações, de modo que o que ainda se escreverá virá a trazer aprofundamentos para os raciocínios e sentimentos da Nova Era, com a finalidade de cultivar às Percepções Transcendentais que se fazem necessárias ao avanço espiritual humano.

O Processo do Templo da Fé Neo Bhagavata

A Religião Bhagavata abrange um conjunto bem significativo de regras e regulações e de princípios e procedimentos que orientam as atitudes diárias e devocionais de seus fiéis. Muitas delas precisam ser mantidas como parte do cotidiano dos devotos do nosso Templo, e as principais instruções em torno delas são apresentadas no livro “Religião Bhagavata da Nova Era” (2014). Este livro tem por objetivo informar e guiar os interessados em tal manifestação religiosa para a Nova Era.

Os tópicos abordados incluem importantes questões que podem surgir na mente dos devotos e demais simpatizantes. Faz-se necessário que esclareçamos a todos acerca da abordagem filosófica desta linha devocional, bem como sobre o abrigo do mestre espiritual e a relação mestre-discípulo.

Há um código da conduta que precisa ser adotada pelos devotos, o que inclui o cantar diário de mantras e demais recitações e canções. Existe um processo de iniciação, assim como de adoração à Deidades do nosso Templo e de realização de rituais e sacrifícios de fogo. Além do que, como a Religião Neo Bhagavata está associada a um processo de depuração dos corpos inferiores e de elevação da consciência, sugere-se que se busquem informações sobre o mesmo processo no Livro da Ordem de Zadkiel. Tal conjunto de mecanismos pode servir de apoio ao Bhagavata, porém, não obrigatoriamente.

Compreendemos que ambos os caminhos são complementares e se integram com perfeição, mas cada alma tem uma natureza e configuração espiritual que lhe é própria, e nem todas desenvolvem os mesmos interesses e/ou se relacionam da mesma maneira com diferentes processos espirituais.

É possível estudar e praticar ao menos uma parte dos ensinamentos que a Ordem de Zadkiel propaga sem que haja um envolvimento profundo com a Religião Bhagavata. Da mesma forma, alguém pode seguir aos processos do Templo da Fé Neo Bhagavata sem interagir com as práticas da OZD mais diretamente. No entanto, aos que desejam realizar os entrelaçamentos entre as duas abordagens, unificando-as na Religião Bhagavata da Nova Era, oferecemos nossa orientação.

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